Palácio da Bolsa

O Palácio da Bolsa começou a ser construído em 1842, num terreno anexo à Igreja de S. Francisco.

A sua arquitetura (granítica) segue as linhas do Neoclassicismo contando, para a sua construção, com contributos importantes por parte de comerciantes e capitalistas da cidade do Porto que haviam ficado sem a Casa da Bolsa do Comércio, necessitando assim de um espaço onde pudessem negociar e transacionar.

Logo à entrada do Palácio da Bolsa encontra-se o Pátio das Nações, coberto por uma enorme claraboia de ferro e vidro (era neste espaço que estava sediado o Claustro do Convento de S. Francisco). A sua denominação - Pátio das Nações -, resulta do facto de possuir várias pinturas dos reinos e países com quem Portugal mantinha relações económicas privilegiadas (final séc. XIX). Por sua vez, o seu átrio apresenta um revestimento a mosaicos inspirados em Pompeia.

Foi nesta importante sala que funcionou a Bolsa de Valores até à década de 90.

Já no primeiro encontramos a Sala de Reuniões, também conhecida por Sala Dourada, devido ao seu tecto esculpido em estuque de gesso e coberto com folha de ouro. Por sua vez, na Sala dos Retratos encontram-se representados, em pinturas a óleo, os retratos dos últimos Reis de Portugal. Também neste piso funcionou o Tribunal do Comércio.

Porém, o grande ex-libris do Palácio da Bolsa é o seu Salão Árabe. Demorou 18 anos a ser construído (1862 a 1880) e encontra-se decorado com motivos arábicos. É aqui nesta sala que se homenageiam figuras ilustres da sociedade portuguesa e europeia. Foi também neste salão que se assinou o Tratado do Porto, em 1992, que instituiu o Espaço Económico Europeu.

Situado no centro histórico do Porto, este importante Monumento Nacional, de estilo neoclássico, é hoje sede da Associação Comercial do Porto.