Complexo Monumental | Idanha-a-Velha

Este conjunto arquitetónico e arqueológico classificado como Monumento Nacional (MN), integra a Rede das Aldeias Históricas. Compreende vários espaços integrados num circuito urbano, onde se destaca a Sé Catedral, a torre dos Templários, o lagar de varas, o pavilhão epigráfico e a arquitetura contemporânea das intervenções de recuperação ocorridas ao longo da última década. 

Datadas provavelmente dos inícios do século I d.C., foram exumadas estruturas romanas no interior do edifício do Posto de Turismo, que se podem ver através de um pavimento de vidro.


LAGAR DAS VARAS E ARQUIVO EPIGRÁFICO

Notável pela qualidade construtiva que exibe, pouco usual neste género de equipamento, o designado Lagar de Varas, em Idanha-a-Velha, surge como um grande edifício térreo, retangular que se divide em três áreas distintas: a sala das tulhas e pio, a sala das prensas de varas e a sala da bagaceira

No logradouro deste antigo lagar de azeite, instalado num edifício contemporâneo de vidro e ferro, localiza-se o Arquivo Epigráfico, estrutura que reúne algumas das peças mais emblemáticas do acervo epigráfico de Idanha-a-Velha, um espólio constituído por mais de 200 peças, encontradas neste local ou na sua proximidade.

Horário | De 2ª feira a domingo. 

Inverno (de outubro a março): das 9,30h às 13h e das 14h às 17,30h. 

Verão (de abril a setembro): das 10h às 13h e das 14h às 18h.

Encerra: 1 de janeiro, feriado municipal (Senhora do Almortão: terceira 2ª feira depois da Páscoa) e 25 de dezembro. 


SÉ CATEDRAL

A Sé Catedral, o ex-libris mais enigmático de Idanha-a-Velha, é um espaço de interpretação complexa, dada a sobreposição de intervenções que sofreu ao longo dos séculos, desde a primitiva edificação paleocristã, onde os vestígios de dois batistérios, situados, respetivamente, a norte e a sul, são testemunho desses tempos iniciais. 

Em meados do século VI, terá sido construído um novo edifício de culto cristão nas proximidades daquele. A nova construção é, presumivelmente, contemporânea da elevação da cidade à dignidade episcopal, em data incerta, durante o domínio suevo. 


A configuração atual da igreja deve-se aos trabalhos de restauro promovidos pelo Prof. Dr. Fernando de Almeida, que recupera a igreja dos finais do século XVI. 

Durante o domínio muçulmano, foi construída a igreja que é a matriz arquitetónica do edifício que chegou até nós. O templo terá sido erguido pela comunidade moçárabe nos finais do século IX, altura em que a diocese foi momentaneamente restaurada. 

Horário De 3ª feira a domingo. 

Inverno (de outubro a março): das 9,30h às 13h e das 14h às 17,30h. 

Verão (de abril a setembro): das 10h às 13h e das 14h às 18h. 

Encerra: 2ª feira, 1 de janeiro, feriado municipal (Senhora do Almortão: terceira 2ª feira depois da Páscoa) e 25 de dezembro.